Como tudo começou...

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Supernatural (em Portugal e no Brasil, Sobrenatural), é uma série produzida pelo canal norte-americano The WB e também faz parte da programação do canal The CW (também norte-americano). Estrelado por Jensen Ackles, nosso Dean Winchester ♥, e Jared Padalecki, nosso Sam Winchester ♥. A série narra a história de dois irmãos que caçam criaturas sobrenaturais. No começo, a série foi descrita como uma mistura de Arquivo X e Rota 66. Os produtores executivos são Eric Kripke, McG e Robert Singer.

A série é filmada em Vancouver, na Colúmbia Britânica, no Canadá. O sucesso dos quatro primeiros episódios, levou o canal CW a produzir 22 episódios para a primeira temporada. Originalmente, Kripke tinha planejado a série com 3 temporadas e depois expandiu para 5. A quinta temporada estreou em 10 de Setembro de 2009 e encerrou o enredo principal da série. No entanto, a CW confirmou a renovação da série para uma sexta temporada no dia 16 de fevereiro de 2010. Eric Kripke confirmou que não voltaria a série como showrunner, mas, como apenas um produtor executivo. Sera Gamble entrou no lugar de Kripke como showrunner e declarou que a sexta temporada iria focar no relacionamentos dos nossos irmãos Winchester. Em 26 de Abril de 2011 a série foi renovada novamete para uma sétima temporada e como a maioria dos Hunters sabe, a oitava temporada da série foi confirmada este ano (2012).  A série é exibida aqui no Brail pelo canal a cabo Warner Chanel e pelo canal aberto SBT e em Portugal pelos canais pagos AXN e Animax, e pelo canal aberto RTP 2. Atualmente no Brasil o seriado fez grandioso sucesso assim dando inicio a vários sites sobre o assunto e também a fóruns de RPG. 

 

Concepção e criação

 

Antes de levar Supernatural para a televisão, o criador Eric Kripke tinha desenvolvido a série durante quase dez anos. Visto que é fascinado por lendas urbanas desde que era criança. Apesar de ter pensado em Sobrenatural como um filme, passou anos a tentar vender a ideia num formato de série sem sucesso. O conceito passou por várias fases antes de se tornar no produto atual e mudou de uma antologia para um grupo de jornalistas que viajava pelo país numa carrinha "a lutar contra demônios e em busca da verdade".  Eric Kripke queria fazer uma série com uma road trip por achar que essa era "a melhor forma de contar as histórias visto que é algo puro, nu e incomparavelmente estadunidense. Estas histórias existem em pequenas cidades por todo o país e faz muito mais sentido chegar e ir embora destas histórias". Devido ao fato de já ter trabalhado anteriormente com a WB com a série Tarzan, Kripke teve a oportunidade de propor ideias de programas ao canal e aproveitou a oportunidade para Sobrenatural. Porém, o canal não gostou da sua ideia dos jornalistas, mas Kripke conseguiu fazer com que aprovassem a ideia que teve à última da hora de as personagens principais serem irmãos. Decidiu que os irmãos eram de Lawrence no Kansas devido à proximidade da cidade ao Stull Cemetery, um local famoso devido ás suas lendas urbanas. Quanto ao nome que daria aos protagonistas, Eric decidiu que estes se chamariam ‘Sal’ e ‘Dean’ como homenagem ao romance de Jack Kerouac, On the Road. Ele achou que ‘Sal’ não era o melhor nome para a personagem principal e mudou-o para ’Sam’. Originalmente, o último nome dos irmãos seria ‘Harrison’ para fazer referência ao ator Harrison Ford, visto que Eric queria que Dean tivesse a presunção ousada e imprudente de Han Solo. Mas, havia um Sam Harrison a viver no Kansas, por isso o nome teve de ser mudado por razões legais. Para combinar o seu interesse na Winchester Mystery House e o seu desejo de dar um aspeto de Western moderno à série, Eric deu-lhes o sobrenome de "Winchester". Contudo, também isto criou um problema. O nome original do pai de Sam e Dean era ‘Jack’ e também havia um Jack Winchester a viver no Kansas, o que forçou Eric a mudar o nome do personagem para ‘John’. 

Supernatural (série) Dizemos que é um westernamericano moderno - dois pistoleiros que chegam à cidade, lutam contra os maus, beijam a moça e vão-se embora com o pôr-do-sol. E sempre dissemos, desde o princípio que, se íamos ter cowboys, tínhamos de lhes dar um cavalo confiável. Supernatural (série)

 — Eric Kripke sobre a decisão de incluir o Impala.

 

 

Quando era mais jovem, Eric gostava de ver séries em que o carro era um símbolo da mesma, como é o caso de The Duckes of Hazzard e Knight Rider. Isto levou-o a incluir um em Supernatural. Originalmente queria que o carro fosse um Mustang de 65, mas o seu vizinho convenceu-o a muda-lo para um Impala de 67, visto que dá para pôr um corpo na bagageira e porque queria um carro que, quando para num sinal, faça as pessoas trancar as portas. Eric disse, ‘É o Rottweiler dos carros e penso que isso dá mais autenticidade para os fãs de carros porque não é um carro bonito. É um carro agressivo, musculoso e penso que é a isso que as pessoas reagem e porque se encaixa tão bem no tom do nosso programa". Então o Chevy Impala de 1967 (o Baby) passou a ser o carro dos irmãos. 

 

Eric já tinha apresentado a série ao produtor executivo da Fox, Peter Johnson e quando Johnson passou a ser presidente da televisão da Wonderland Sound and Vision, entrou em contacto com Kripke. Pouco depois, Peter envolveu-se no programa como co-produtor executivo, assim como o dono da Wonderland, McG como produtor executivo e a empresa de produção comprometeu-se a fazer o episódio piloto. Mas, antes de este ser filmado, alguns problemas com o guião precisavam ser resolvidos. Originalmente, os irmãos não eram criados pelo pai, mas sim pelos seus tios. Assim, quando Dean pedia a ajuda de Sam no episódio piloto, tinha de convencer de que o sobrenatural existia. Contudo, Eric percebeu-se de que isto tornava a história passada demasiado complicada razão pela qual o reescreveu com Peter Johnson de forma a que o pai de Sam e Dean os tivesse criado para serem caçadores. O guião passou por várias revisões. Uma das ideias originais era a de a namorada de Sam ser um demônio, o que o levaria a juntar-se a Dean na sua viagem. Contudo, Eric achava que era mais apropriado que a motivação de Sam fosse a morte de Jessica, por isso decidiu mata-la da mesma forma que matou a mãe dos irmãos. Outro dos conceitos revistos foi o de Sam pensar que Dean era um assassino em série que matou o seu pai e seria este quem morreria em vez de Jessica. As filmagens do episódio piloto receberam luz verde após o realizador Davis Nutter, que já tinha trabalhado com Eric em Tarzan, se ter juntado ao projeto. Quando o canal comprou a série completa, o estúdio contratou Robert Singer para produtor executivo uma vez que queriam que Eric trabalhasse com alguém com experiência. O co-produtor executivo, John Shiban também foi contratado para ajudar a desenvolver a mitologia da série devido ao seu trabalho em Arquivo X. Eric tinha um plano da mitologia para três temporadas, mas, mais tarde expandiu-o para cinco e esperava terminar a série em alta. 

 

Escrita

 

O tom de Supernatural foi muito influenciado por filmes como "Poltergeist", tendo o horror acontecido em um ambiente familiar ao invés de uma localização remota, "Evil Dead 2" e "Um Lobisomem Americano em Londres" e alguns dos elementos de Arquivo X, com um pouco de comédia acrescentada. Comentando sobre o primeiro, Eric acrescentou : "É a idéia de que o terror pode acontecer em seu próprio quintal. Quantos espectadores tem que se preocupar com o vampiro no castelo gótico ?" Outras influências incluem as duas irmãs e os filmes de terror asiáticos The Eye, Ju-on, e Anel.

Supernatural (série) "Sempre foi uma série sobre a família, muito mais do que qualquer outra coisa. A mitologia é apenas um motor para levantar questões sobre a família. Um irmão mais velho cuidando de um irmão mais novo, querendo saber se você tem que matar a pessoa que você mais ama, a lealdade familiar contra a obrigação da família bem maior, em comparação com a felicidade pessoal ... " Supernatural (série)

 — Eric Kripke

De acordo com o criador Eric Kripke, o objetivo original do show era concentrar-se nos monstros semanais, com Dean e Sam Winchester sendo apenas um motor para nos pôr dentro e fora dos diferentes filmes de terror todas as semanas. Seu único desejo era apenas "assustar as pessoas a fundo". No entanto, em alguns episódios, Eric e o produtor executivo Bob Singer perceberam a química na tela entre Jared Padalecki e Jensen Ackles. Essa revelação causou uma mudança na série, focando mais os irmãos que os próprios monstros, baseando o monstro semanal em torno do enredo que queriam para os Winchesters. Segundo Kripke, "... às vezes nós nem sequer temos o monstro até a maneira no final do intervalo, uma vez que temos toda a angústia e o drama feito primeiro."

Ao contrário de shows com a mitologia infinita, como Lost, Eric preferiu manter a mitologia de Supernatural simples, dizendo : "É tão difícil ir temporada após temporada, com um mistério e, em seguida, fornecer uma resposta que vai ser satisfatória." Ele prefere ter a estrutura da série como o dos primeiros episódios de Arquivo X, com episódios da mitologia baseada em propagação através de muitos episódios de auto-incluído-Supernatural geralmente com três episódios de auto-fechado seguido por um episódio de mitologia. Com este formato, os telespectadores não precisam ter conhecimento prévio da mitologia, a fim de assistir a série, sendo capaz de 'unir o partido a qualquer momento'.

 

 

 

 

Impacto

 

 

Prémios

À excepção da argumentista Raelle Tucker que recebeu o Constellation Award de "Melhor Argumento de Ficcção Cientifica de 2007" pelo episódio "What Is and What Should Never Be", a série, o elenco e a equipa técnica já foram nomeados várias vezes. O episódio piloto foi nomeado para dois Emmy em 2006, o compositor Christopher Lennertz foi nomeado na categoria de Melhor Banda Sonora Dramática. Os editores de som receberam uma nomeação de Melhor Edição de Som. Os mesmos foram mais tarde nomeados na mesma categoria em 2008 pelo episódio "Jus in Bello". O episódio piloto também foi nomeado para um Golden Reel Award na categoria de Melhor Edição de Som de Televisão. Os episódios "Salvatin" e "All Hell Breaks Loose, Part 2" foram nomeados na mesma categoria em 2007 e 2008. Além disso, a série também foi nomeada para um Saturn Award na categoria de Melhor Série em Canal Aberto em 2006, 2008 e 2009. Também teve nomeações nos Teen Choice Awards de 2006 nas categorias de Programa de TV Revelação e Estrela de TV Revelação (Jensen Ackles). Vários anos mais tarde, a série foi nomeada para Série de TV de Fantasia ou Ficção Cientifica. Jared Padalecki recebeu uma nomeação na categoria de Actor de TV: Drama em 2007. Em 2009, a série foi nomeada para um People's Choice Award na categoria de Série de Ficção Ciêntífica ou Fantasia Preferida e também para um prémio GLAAD na categoria de Melhor Episódio Individual (numa série sem uma personagem homossexual regular) pelo episódio da terceira temporada "Ghostfacers", acabando por vencer o People's Choice Award em 2010. O elenco não regular da série também já recebeu várias nomeações. Em 2007, Colby Paul foi nomeado para um Young Artist Award na categoria de Melhor Actor de TV (Comédia ou Drama) - Actor Convidado seguido em 2008 por Nicholas Elia na mesma categoria pelo episódio da terceira temporada "The Kids Are Alright" e Conchita Campbell pelo episódio "Playthings". Jessica Harmon foi nomeada em 2008 para um Leo Award na categoria de Melhor Atriz Convidada Numa Série de Drama pelo episódio da segunda temporada "All Hell Breaks Loose, Part 1", assim como Mandy Playdon que foi nomeada no ano seguinte pelo episódio "Family Remains". Em 2010 Os Constellation Awards nomearam Jensen Ackles e Misha Collins para Melhor Actor Num Episódio de Ficção Cientifica de 2009 (pelos episódios da quinta temporada "The End" e "The Rapture", respectivamente), Alona Tal para Melhor Actriz Num Episódio de Ficção Cientifica de 2009 (pelo episódio "Abandon All Hope") e Sobrenatural para Melhor Série de Ficção Científica de 2009. No final de 2010, Sobrenatural venceu a capa da revista TV Guide, e no início de 2012 a série é indicada para duas categorias no People's Choice Awards, ganhando ambas.

 

 

Recepção

Tanner Stransky da Entertainment Weekly, deu a nota B à primeira temporada, dizendo que a série "dá a impressão de ser uma apresentação semanal de filmes de terror", mas que o Chevy Impala de 67 e a banda sonora à maneira dão-lhe credibilidade. Jeff Swindoll da Monsters and Critics gostou muito da primeira temporada devido ao seu conteúdo de terror e a química de irmãos dos protagonistas. Também destacou que a temporada terminou com um estrondo de suspense para a próxima temporada. Swindol também gostou da segunda temporada e disse que ainda funciona graças à química fraterna de Jensen e Jared e que a segunda temporada se tinha centrado mais na mitologia da série. Swindoll também gostou da terceira temporada e disse que "Eric Kripke deve ter vendido a alma ao diabo para a série não sofrer um derrape na terceira temporada." Ao crítico também agradaram os momentos que envolveram a personagem de Bobby Singer (Jim Beaver) que ligou a Cooter da série Dukes of Hazzard. Contudo, Daniel Bettridge da 'Den of Geek !' acredita que a greve dos argumentistas afetou a temporada, pelo fato de muitos dos problemas terem ficado sem solução e de o último episódio dar a sensação de ter sido um pouco apressado. Ele também achou que as novas personagens, Ruby (Katie Cassidy) e Bela (Lauren Cohan), foram de uma forma decepcionante, mal exploradas e usadas ineficazmente. Enquanto Diana Steenberg da ISN gostou do fato de ter existido uma história principal durante toda a temporada, com o pacto de Dean, isso fez com que os episódios individuais parecessem atos secundários que encheram até a história principal se desenvolver. Outro crítico da Monsters and Critics, June L., fez uma crítica positiva da quarta temporada, dizendo que a série se manteve intrigante e divertida e deu muito que pensar aos espectadores em termos da análise filosófica da natureza do bem e do mal. Steenberg achou que a série fez a transição de uma série bem boa para uma série mais do que boa. Louvou Misha Collins pela forma como representou o anjo Castiel e achou que as interações entre Dean e Castiel foram um dos pontos altos da temporada. Antes da estreia da quinta temporada, a revista Rolling Stone escolheu a série como uma das 50 melhores razões para ver televisão citando Sam e Dean Winchester como o Bo e Luke da caça de demônios. Maureen Ryan do The Chicago Tribune escolheu Supernatural entre as suas dez melhores séries de 2009, afirmando que "a série bem pensada arriscou-se mais e tornou-se mais criativa em 2009, com episódios hilariantes e inovadores e a correr mais riscos com as suas histórias." Mike Hale do The New York Times também incluiu a série na sua lista de dez melhores desse ano. "Supernatural é atualmente uma das séries mais loucas e divertidas do horário nobre."

 

Audiência

  • Maior audiência no BrasilBrasil : foi no SBT, dia 16 de Dezembro de 2009, no horário nobre, o seriado ficou no segundo lugar durante toda sua exibição com 12 pontos de média e picos de 13 pontos.

  • Maior Audiência nos  Estados Unidos : no canal The WB, no dia 13 de Setembro de 2005, estreia do seriado, alcançou audiência de mais de 5 milhões de telespectadores.

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